É o que sinto. Pensei que o blog iria ter participação. Pensei que iríamos ter artigos para ler com frequência onde as memórias se avivassem no nosso subconsciente. Não tem de ser histórias passadas, podem ser desabafos, situações do dia-a-dia.
Compreendo que cada um tem a sua vida, e o tempo disponível não seja muito mas 5 minutos é assim tanto?
Ainda há dias falava com a prima Maria João acerca desta situação. É pena não haver mais participação. Enviei convites de autores a vários familiares mas ninguém respondeu. Desinteresse?
Li uns artigos no blog do primo Hugo que se enquadravam verdadeiramente no espírito deste blog, pedi-lhe que o fizesse mas até à data nada.
No entanto a esperança é a ultima a morrer, e eu ainda espero ver mais contributos.
quinta-feira, 26 de março de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
Mulheres de arte e coragem
Não pintaram quadros, nem escreveram livros, mas construíram verdadeiras obras de arte, tecidas com o fio da vida, de ponto em lágrima e laçada em riso.Eram rendas, rendas que hoje permanecem connosco, quem sabe algumas guardadas na arca ou no fundo de uma gaveta porque os imperativos da moda deixaram de valorizar tais virtudes.
Tenho o privilégio de possuir parte deste espólio e de me perder inúmeras vezes nele, num reencontro com o passado.
Observo cada pormenor inscrito nos pontos altos e baixos que desenham flores e formas e tento adivinhar os pensamentos, as emoções e as vivências das suas obreiras e que subtilmente se entrelaçaram nas rendas, materializando assim as suas memórias.
Gosto de imaginar que ainda estão connosco desta forma.
Sentir assim, a arte e a coragem que enlaçou as suas vidas, até ao fim.
Reconforto-me nestas lembranças, nas suas referências e nos seus exemplos e sigo em frente. Sabendo de onde venho, saberei sempre para onde devo ir.
Procuro todos os dias ser mais o que faço do que o que digo, ou então ser o que digo naquilo que faço.
Quando olho para as rendas que com mestria fizeram, sei o que permanecerá de mim um dia, se houver alguém que se reconforte também na minha memória.
Se hoje trago comigo o estandarte das minhas origens é para que amanhã, o cunho da minha lembrança tenha inscrito o orgulho de ter uma família e de ser filha e neta de quem sou!
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
O verdadeiro sentido do Natal
Sendo a festa da vida, do amor, da família, da humildade e da dádiva ao outro, o Natal provoca sempre em nós emoções fortes e muito variadas . Não será por isso estranho, que sempre se contaram e escreveram histórias que fazem alusão ao espírito natalício. Histórias que oscilando entre a luz e a sombra, a alegria e o sofrimento, nos obrigam a reflectir no final de cada leitura, de forma a tornarmo-nos mais humanos.
Hans Christian Andersen, célebre escritor dinamarquês do século XIX, escreveu alguns desses contos que pela sua riqueza literária, desprovida de moralismos e pela linguagem simples que utilizam, são considerados ainda hoje, dos mais belos de sempre.
A menina dos fósforos é um conto triste. Nele, as luzes e as sombras do Natal marcam presença e particular significado, colocando em evidência algumas das questões existênciais do ser humano: Os limites, as exclusões e os abandonos... As esperanças, as forças e os sonhos.
Porque Natal é antes de mais e para além de tudo, um tempo de reflexão, de encontro e interiorização das nossas fraquezas e das nossas forças, num ritual de renovação, de partilha e de afectos, deixo-vos a história, para que não esqueçamos o verdadeiro sentido desta quadra..
Existe em cada um de nós uma menina dos fósforos, será que a conhecemos bem?
FELIZ NATAL
Um Santo Natal
Sempre que se entra na época natalicia, há qualquer coisa que nos invade o espirito. Lembramo-nos, ironicamente ou não, dos familiares, amigos ou simplesmente conhecidos com quem não trocamos uma única palavra durante o ano mas que nesta altura são lembrados nas mensagens enviadas em massa e que de pessoais têm muito pouco.
O espirito consumista sai à rua, não sou excepção à regra, mesmo numa altura de crise sabe sempre bem receber uma prendinha. Seja o que for que vem lá dentro o barulho do papel de embrulho a rasgar desperta-me sempre a criança que há em mim.
Agora que sou pai, mais gozo me dá. Ver os miúdos abrirem os presentes com um brilhozinho nos olhos e uma felicidade inerente que se espalha a todos que os rodeiam ainda sem a noção da crise mundial que decorre e das privações que algumas crianças de mesma idade passam.
Quando achar que será a altura adequada para tal irei mostrar-lhes essas dificuldades, para que tenha a noção que nem tudo é um mar de rosas.
Mas voltando ao assunto inicial.
Desejo a todos vós, familiares, amigos, seguidores deste blog um Santo e Feliz Natal. Mesmo que sem prendas pelo menos com a presença de todos aqueles que vos querem bem e com muita saudinha!
O espirito consumista sai à rua, não sou excepção à regra, mesmo numa altura de crise sabe sempre bem receber uma prendinha. Seja o que for que vem lá dentro o barulho do papel de embrulho a rasgar desperta-me sempre a criança que há em mim.
Agora que sou pai, mais gozo me dá. Ver os miúdos abrirem os presentes com um brilhozinho nos olhos e uma felicidade inerente que se espalha a todos que os rodeiam ainda sem a noção da crise mundial que decorre e das privações que algumas crianças de mesma idade passam.
Quando achar que será a altura adequada para tal irei mostrar-lhes essas dificuldades, para que tenha a noção que nem tudo é um mar de rosas.
Mas voltando ao assunto inicial.
Desejo a todos vós, familiares, amigos, seguidores deste blog um Santo e Feliz Natal. Mesmo que sem prendas pelo menos com a presença de todos aqueles que vos querem bem e com muita saudinha!
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Dá que pensar...
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Coisas Boas...

O dia começava cedo, bem cedo. Ainda o sol se espreguiçava da dormência da noite, já Adélia revolvia a vida por dentro e por fora num frenesim de força e vontade que contagiava tudo e todos.
Era um tempo difícil. Trabalhava longe, em casa das senhoras ricas, às vezes levava também a filha pela mão e percorria ruas e vielas como quem passa de um mundo para o outro. Para trás já tinha ficado a janta pronta, as camas feitas, a roupa estendida e outra de molho em sabonária para ser lavada à noitinha.
Naquele passo certo e corrido, Maria João, a menina, era levada quase a reboque.
- Porque não vamos de camioneta mãe? - Perguntava ela, sentindo ao fim de poucos metros o cansaço nas pernas franzinas. Adélia ás vezes sentia-se angustiada por sujeitar a filha àquele esforço, mas o que podia fazer? Não conseguia esconder-lhe a realidade e embora sonhasse com um futuro melhor, era preciso ensinar Maria João a enfrentar qualquer adversidade sem grandes lamúrias ou lamentações.
– Para irmos de camioneta gastamos quatro escudos por dia e é preciso poupar filha! Vais ver que chegamos num instante e depois vais ter todo o dia para descansar.
Os quatro anos de Maria João, faziam com que não pensasse noutra verdade para além daquela que a mãe lhe dizia, agarrava-se a ela com a mesma força com que segurava a sua mão e juntas atravessavam a vida.
De todas, a mais bonita era a casa da D. Mimi. Ficava num 8º andar de um edifício tão alto que quase arranhava o céu. Tudo brilhava naquele luxuoso apartamento; os móveis de madeira exótica, o chão encerado e lustroso com carpetes bonitas, cortinados e reposteiros de tecidos nobres e cores sóbrias, pratas e porcelanas dispostas numa decoração requintada. Na cozinha, espaçosa e arejada, os tachos e panelas luziam pendurados e pairava no ar um aroma doce que se misturava depois com o cheirinho do café que Adélia fazia para os senhores, mal chegava. Quando as meninas se levantavam, a mesa da sala já estava magestosamente pronta para o pequeno almoço. A Senhora já tinha dado as ordens para a refeição seguinte que deveria ser servida à uma hora em ponto, isto depois de Adélia se desfazer em agradecimentos e desculpas por ter tido a permissão, mais uma vez, de levar a filha consigo, assegurando que ela não perturbaria nem os seus afazeres e muito menos a vivência dos donos da casa.
De todas, a mais bonita era a casa da D. Mimi. Ficava num 8º andar de um edifício tão alto que quase arranhava o céu. Tudo brilhava naquele luxuoso apartamento; os móveis de madeira exótica, o chão encerado e lustroso com carpetes bonitas, cortinados e reposteiros de tecidos nobres e cores sóbrias, pratas e porcelanas dispostas numa decoração requintada. Na cozinha, espaçosa e arejada, os tachos e panelas luziam pendurados e pairava no ar um aroma doce que se misturava depois com o cheirinho do café que Adélia fazia para os senhores, mal chegava. Quando as meninas se levantavam, a mesa da sala já estava magestosamente pronta para o pequeno almoço. A Senhora já tinha dado as ordens para a refeição seguinte que deveria ser servida à uma hora em ponto, isto depois de Adélia se desfazer em agradecimentos e desculpas por ter tido a permissão, mais uma vez, de levar a filha consigo, assegurando que ela não perturbaria nem os seus afazeres e muito menos a vivência dos donos da casa.
Maria João interiorizava com atenção todas as conversas, jeitos e gestos, sentada a um canto da cozinha, num banco de madeira pintada. Nervosamente, ou porque a imponente figura da D. Mimi a intimidasse, ou porque assumia a postura formal e servil da mãe, ela esticava a saia de xadrez pregueada para que lhe cobrisse os joelhos, tal qual lhe recomendava sempre o pai. Depois era o reboliço. Era a dona da casa que tocava na sala o sininho, dando sinal para que Adélia comparecesse sem demoras. Era o Senhor General, que Maria João apenas conhecia pelo som austero da voz, que dizia: “ Tenha modos Nônô!” ou “ Fifi, a menina ainda não lavou os dentes?”. Era a menina Nônô, a mais pequenina, que vinha à cozinha pedir à Adélia que lavasse o vestido da boneca ou lhe fizesse o totó e olhava curiosa para a menina, dizendo-lhe simplesmente “ Olá”. Ao fim de algum tempo, a calma e o silêncio iam regressando ao ritmo da porta da casa que se abria e fechava até todos terem saído.
Ficavam depois só as duas, mãe e filha, naquele que era para Maria João um palácio e para Adélia uma casa de muito trabalho. Depois de saborearem um delicioso café, feito com as borras já coadas do café anterior, Adélia começava a labuta; limpava, arrumava, lavava, esfregava, polia, estendia, passava e cozinhava com a mestria do saber fazer que dez dos seus vinte anos de vida, lhe haviam ensinado enquanto servia em casa de senhores. Maria João, sempre de volta da mãe, aprendia com ela os gestos mágicos que transformam as casas em portos seguros, asseados e deliciosamente confortáveis.
Só havia um sítio onde ela se perdia como criança; o quarto das meninas. Tudo era tão lindo! A colcha rosa fofinha que cobria a cama pintada de côr branco-pérola . O abajur do candeeiro que era afinal o guarda-sol da boneca que agarrada a ele pendia do tecto. A caixinha de musica com a bailarina em pontas que ela fazia rodar dando-lhe corda, atrevidamente, assim que a mãe se distraía. E as bonecas, tantas bonecas! Grandes e pequenas, como ela nunca vira senão ali. Adélia deixava-a sempre mexer nelas, tocar-lhe nos cabelos, ajeitar-lhes os vestidos. Sabia que existia uma infância roubada no olhar da filha e que aquele era um dos poucos momentos que permitia o seu reencontro. Apesar de saber que a filha tinha todo o cuidado do mundo, ela repetia sempre o mesmo aviso, com a firmeza das coisas inquestionáveis:
- Volta depois a pôr a boneca no sítio e não estragues nada!
Ficavam depois só as duas, mãe e filha, naquele que era para Maria João um palácio e para Adélia uma casa de muito trabalho. Depois de saborearem um delicioso café, feito com as borras já coadas do café anterior, Adélia começava a labuta; limpava, arrumava, lavava, esfregava, polia, estendia, passava e cozinhava com a mestria do saber fazer que dez dos seus vinte anos de vida, lhe haviam ensinado enquanto servia em casa de senhores. Maria João, sempre de volta da mãe, aprendia com ela os gestos mágicos que transformam as casas em portos seguros, asseados e deliciosamente confortáveis.
Só havia um sítio onde ela se perdia como criança; o quarto das meninas. Tudo era tão lindo! A colcha rosa fofinha que cobria a cama pintada de côr branco-pérola . O abajur do candeeiro que era afinal o guarda-sol da boneca que agarrada a ele pendia do tecto. A caixinha de musica com a bailarina em pontas que ela fazia rodar dando-lhe corda, atrevidamente, assim que a mãe se distraía. E as bonecas, tantas bonecas! Grandes e pequenas, como ela nunca vira senão ali. Adélia deixava-a sempre mexer nelas, tocar-lhe nos cabelos, ajeitar-lhes os vestidos. Sabia que existia uma infância roubada no olhar da filha e que aquele era um dos poucos momentos que permitia o seu reencontro. Apesar de saber que a filha tinha todo o cuidado do mundo, ela repetia sempre o mesmo aviso, com a firmeza das coisas inquestionáveis:
- Volta depois a pôr a boneca no sítio e não estragues nada!
Voltavam depois à cozinha e era hora de preparar o almoço. Pouco depois regressavam todos e também o reboliço e o som do sininho, com a Adélia a colocar o avental branco bordado para se apresentar prontamente à chamada. Ah! E no banquinho de madeira, lá ficava novamente a Maria João sentada, à espera que se fizesse novamente silêncio.
Almoçavam na cozinha o delicioso repasto das sobras da refeição dos senhores que eram devolvidas nas travessas, ás quais se juntava por vezes um pouco mais, que de tanta fartura, havia ficado no tacho.
À hora da sesta, Adélia estendia uma saca de serapilheira limpinha no chão da marquise. Maria João adormecia ainda a sentir o beijo e a carícia da mãe, a ouvir o tilintar dos pratos e copos que ela lavava e a pensar na manhã, cheia de coisas boas que tinha vivido.
( Este texto foi publicado em outra das minhas aventuras bloguistas. Na foto se encontram as protagonistas desta história. Sei que o local onde foi tirada, a casa da tia Gracinda, despertará em muitos de vós, tal como em mim, inumeras recordações que decerto servirão como fonte inspiradora de outras escritas. )
terça-feira, 11 de novembro de 2008
São Martinho
No calendário litúrgico, o dia de S. Martinho celebra-se a 11 de Novembro, data em que este Santo, falecido dois ou três dias antes em Candes, no ano de 397, foi a enterrar em Tours, França.
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Hoje em dia, não sendo o uso do missal tão frequente, nem todos os crentes católicos se lembrarão de ver, nos dias festivos do ano, o que se diz relativamente ao dia 11 de Novembro e ao seu Santo: «São Martinho é o primeiro dos Santos não Mártires, o primeiro Confessor, que subiu aos altares do Ocidente (...) A sua festa era de guarda e favorecida frequentemente pelos dias de “verão de S. Martinho”, rivalizando, na exuberância da alegria popular, com a festa de S. João.» (in Missal de Dom Gaspar Lefebvre )
Com efeito, S. Martinho foi, durante toda a Idade Média e até uma época recente, o santo mais popular de França. O seu túmulo, abrigado desde o séc. V por uma Basílica (sucessivamente destruída e reconstruída) em Tours, era o maior centro de peregrinação de toda a Europa Ocidental. A sua generosidade e humildade, aliadas a uma enorme fama de milagreiro fizeram dele um dos santos mais queridos da população. E ainda hoje o seu espírito de partilha é fonte de inspiração.
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Hoje em dia, não sendo o uso do missal tão frequente, nem todos os crentes católicos se lembrarão de ver, nos dias festivos do ano, o que se diz relativamente ao dia 11 de Novembro e ao seu Santo: «São Martinho é o primeiro dos Santos não Mártires, o primeiro Confessor, que subiu aos altares do Ocidente (...) A sua festa era de guarda e favorecida frequentemente pelos dias de “verão de S. Martinho”, rivalizando, na exuberância da alegria popular, com a festa de S. João.» (in Missal de Dom Gaspar Lefebvre )
Com efeito, S. Martinho foi, durante toda a Idade Média e até uma época recente, o santo mais popular de França. O seu túmulo, abrigado desde o séc. V por uma Basílica (sucessivamente destruída e reconstruída) em Tours, era o maior centro de peregrinação de toda a Europa Ocidental. A sua generosidade e humildade, aliadas a uma enorme fama de milagreiro fizeram dele um dos santos mais queridos da população. E ainda hoje o seu espírito de partilha é fonte de inspiração.São Martinho é santo patrono dos alfaiates, dos cavaleiros, dos pedintes, dos restauradores (hoteis, pensões, restaurantes), dos produtores de vinho e dos alcoólicos reformados, dos soldados... dos cavalos, dos gansos, e orago de uma série infindável de localidades de Beli Benastir, na Croácia, a Buenos Aires, na Argentina (fonte Catholic Community Forum) passando, evidentemente, por numerosíssimas sítios de Norte a Sul de Portugal.
Assim, em Portugal, o dia de S. Martinho é invocado nas cerimónias religiosas dos locais de culto, e o seu espírito de solidariedade lembrado, quanto mais não seja, através do relato do episódio em que partilhou a sua capa com um pobre; mas de resto, e por todo o lado, as pessoas andam ocupadas nas actividades mencionadas nos provérbios sobre este dia: assam-se castanhas, prova-se o vinho...
Hoje é o dia de aniversário do Martim. Faz um ano que se juntou à nossa família trazendo ainda mais alegria. É incrível como tem uma personalidade e fisionomia diferentes do irmão, mas uma coisa têm em comum: são uns autênticos diabinhos! Têm os seus dias é claro, como um adulto também tem os seus. O nome nada tem que ver com a data de nascimento, já estava escolhido. Nasceram em dias especiais. O Gonçalo a uma sexta-feira santa (podia ter sido no domingo de Páscoa) e o Martim no dia do Santo associado à castanha e à "vinhaça".
As crianças enchem uma casa. Dá gosto vê-los brincar, alheios a qualquer preocupação sem terem a percepção do que se passa à sua volta. Se bem que esta nova geração já traz uma bagagem digna de registo!. De onde veio essa informação toda?
Mas nem tudo são rosas! Os putos dão trabalho! E como dão!!! Confesso que se tivesse de os aturar sozinho seria difícil. Graças as Deus tenho a Lena a meu lado. A minha mulher é um espectáculo! Não digo isto por estar aqui a escrever. É a mais pura das verdades!!!! Ela é um espectáculo. Quer seja nas lides da casa quer seja a tratar dos filhos é incansável. E ainda tem tempo para mim!
Quando o Gonçalo nasceu todas as atenções viraram-se para ele, os nosso hábitos alteraram-se, agora com o nascimento do Martim voltámos ao principio. Tivemos de dividir as atenções, houve um período de adaptação até que criámos rotinas. Agora parecemos uma autêntica fábrica de produção em série.
Hoje sou um pai babado. Sempre fui, e também já sou um tio babado! Agora já posso dizer que sei o que os pais passam para educar os filhos, passam a ser as suas prioridades. Aumentam as preocupações mas também aumenta a alegria.
Sinto-me realizado, tenho uma mulher sensacional e dois filhos maravilhosos. Bem hajam....
Hoje é o dia de aniversário do Martim. Faz um ano que se juntou à nossa família trazendo ainda mais alegria. É incrível como tem uma personalidade e fisionomia diferentes do irmão, mas uma coisa têm em comum: são uns autênticos diabinhos! Têm os seus dias é claro, como um adulto também tem os seus. O nome nada tem que ver com a data de nascimento, já estava escolhido. Nasceram em dias especiais. O Gonçalo a uma sexta-feira santa (podia ter sido no domingo de Páscoa) e o Martim no dia do Santo associado à castanha e à "vinhaça".
As crianças enchem uma casa. Dá gosto vê-los brincar, alheios a qualquer preocupação sem terem a percepção do que se passa à sua volta. Se bem que esta nova geração já traz uma bagagem digna de registo!. De onde veio essa informação toda?
Mas nem tudo são rosas! Os putos dão trabalho! E como dão!!! Confesso que se tivesse de os aturar sozinho seria difícil. Graças as Deus tenho a Lena a meu lado. A minha mulher é um espectáculo! Não digo isto por estar aqui a escrever. É a mais pura das verdades!!!! Ela é um espectáculo. Quer seja nas lides da casa quer seja a tratar dos filhos é incansável. E ainda tem tempo para mim!
Quando o Gonçalo nasceu todas as atenções viraram-se para ele, os nosso hábitos alteraram-se, agora com o nascimento do Martim voltámos ao principio. Tivemos de dividir as atenções, houve um período de adaptação até que criámos rotinas. Agora parecemos uma autêntica fábrica de produção em série.
Hoje sou um pai babado. Sempre fui, e também já sou um tio babado! Agora já posso dizer que sei o que os pais passam para educar os filhos, passam a ser as suas prioridades. Aumentam as preocupações mas também aumenta a alegria.
Sinto-me realizado, tenho uma mulher sensacional e dois filhos maravilhosos. Bem hajam....
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